A freguesia de Gamil acolhe, a partir de hoje, a exposição itinerante “Viagem Cigana”, que ficará patente até 9 de setembro, na Praceta de São João Baptista. A inauguração contou com a presença do vereador da Ação Social, José Paulo Matias, do presidente da Junta de Freguesia de Gamil, Carlos Alberto Vasconcelos e do médico de Saúde Pública, David Nascimento Moreira.
Promovida pelo Município de Barcelos, no âmbito do projeto STAND, a iniciativa pretende contribuir para a construção de narrativas alternativas sobre a diversidade e o contributo das minorias para o desenvolvimento social.
Distribuída por 20 painéis, a mostra aborda diferentes dimensões da identidade, cultura e história do povo cigano, dando particular destaque aos autorretratos de crianças ciganas de Barcelos, que expressam os seus sonhos, expetativas e perspetivas para o futuro.
Através destes conteúdos, a “Viagem Cigana” procura estimular o conhecimento e o diálogo intercultural, contribuindo para desconstruir preconceitos e combater a discriminação.
Na inauguração, José Paulo Matias sublinhou a importância da iniciativa enquanto “resposta artística e pedagógica” capaz de contribuir para desconstruir uma realidade que ainda persiste: o preconceito e a discriminação. O autarca destacou também a importância de levar esta exposição a diferentes públicos, nomeadamente à comunidade idosa, congratulando-se com a presença de vários idosos na inauguração.
Por seu lado, o presidente da Junta de Freguesia de Gamil, Carlos Vasconcelos, deixou o convite a toda a comunidade para visitar a exposição e conhecer os conteúdos apresentados.
O médico de Saúde Pública, David Nascimento Moreira, destacou igualmente a relevância da exposição no combate ao estigma associado à comunidade cigana. Na sua intervenção, chamou a atenção para algumas das desigualdades que afetam esta população, nomeadamente no acesso aos cuidados de saúde e às condições habitacionais, bem como para problemas relacionados com a obesidade, a diabetes e a falta de atividade física.
Segundo o responsável, estas desigualdades contribuem para que a esperança média de vida da população cigana seja inferior, entre a 10 a 15 anos, em relação à da população maioritária.
Na inauguração estiveram também representados o Centro Paroquial de Barcelinhos e a Associação Humanitária de Santa Eugénia, bem como a comunidade cigana de Arcozelo.
A “Viagem Cigana” iniciou o seu percurso pelo concelho em Barqueiros, onde esteve patente de 24 de junho a 6 de julho. Depois de Gamil, seguirá para Viatodos e Barcelos, mantendo-se em itinerância até 6 de outubro.
A iniciativa conta com o apoio da Rede Portuguesa das Cidades Interculturais (RPCI), da qual Barcelos faz parte.




