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Discurso do 88.º Aniversário da Elevação de Barcelos a Cidade- 31 de agosto de 2016

 

Exmº Senhor Presidente da Assembleia Municipal

Exmªs Senhoras e Senhores Vereadores

Exmªs Senhoras e Senhores Presidente de Junta

Exmªs Senhoras e Senhores Deputados Municipais

Familiares dos deputados à Assembleia Constituinte, hoje homenageados

Caras e caros convidados

Caras e caros cidadãos

Permitam-me um cumprimento especial para quem nos acompanha via web

Senhoras e senhores jornalistas

 

xmº Senhor Presidente da Assembleia Municipal
Exmªs Senhoras e Senhores Vereadores
Exmªs Senhoras e Senhores Presidente de Junta
Exmªs Senhoras e Senhores Deputados Municipais
Familiares dos deputados à Assembleia Constituinte, hoje homenageados
Caras e caros convidados
Caras e caros cidadãos
Permitam-me um cumprimento especial para quem nos acompanha via web
Senhoras e senhores jornalistasxmº Senhor Presidente da Assembleia MunicipalExmªs Senhoras e Senhores VereadoresExmªs Senhoras e Senhores Presidente de JuntaExmªs Senhoras e Senhores Deputados MunicipaisFamiliares dos deputados à Assembleia Constituinte, hoje homenageadosCaras e caros convidadosCaras e caros cidadãosPermitam-me um cumprimento especial para quem nos acompanha via webSenhoras e senhores jornalist

Comemoramos hoje os 88 anos da elevação de Barcelos a cidade.

Embora nos possa parecer já muito distante no tempo, não nos podemos esquecer que este acontecimento representou o culminar de uma antiga aspiração dos barcelenses, que tudo fizeram para que o poder central reconhecesse a importância da cidade e do concelho de Barcelos no país e na região, durante o primeiro quartel do século XX.

Os ideais de todos os que se empenharam nesse grande desígnio ainda hoje nos impressionam, pela generosidade dos seus gestos e pela dimensão dos objetivos de progresso económico e social.

Por isso, ano após ano, temos vindo a recordar esses ideais, procurando fazer deles uma inspiração para a tarefa que estamos a desenvolver em prol de Barcelos e do seu concelho.

As comemorações do Dia da Cidade, que realizamos a 31 de Agosto de cada ano, bem como as comemorações do 25 de Abril de 1974, que também todos os anos levamos a efeito, correspondem à nossa visão política de respeitar e enaltecer os homens e mulheres que contribuíram para o progresso da nossa terra e do nosso povo.

Mas é, também, uma forma de correspondermos às nossas obrigações de passar às gerações mais novas os feitos e os exemplos dos barcelenses que se afirmaram pela dedicação aos seus ideais e às causas de Barcelos.

Foram estes princípios que presidiram à decisão da Câmara Municipal de atribuir, a título póstumo, a Medalha de Honra da Cidade de Barcelos ao Dr. Adelino Miranda de Andrade e ao Dr. João Machado, eleitos deputados à Assembleia Constituinte que aprovou a Constituição da República Portuguesa, há precisamente 40 anos.

Ao papel relevante que tiveram na construção da nossa democracia, temos de juntar o facto de se tratar de dois homens íntegros e de assinalável recorte moral, que a cidade e o concelho continuam a admirar.

 

Caras e caros barcelenses

Vivemos um tempo de acelerada mutação.

A rapidez e a voracidade da informação a que estamos sujeitos nos dias de hoje facilmente ofuscam um passado de homens e mulheres cujo legado muito contribuiu para o fortalecimento do progresso económico e social e para a formação da cidadania.

A eles devemos a nossa lealdade e a nossa memória.

Pretendemos, este ano, que as comemorações do Dia da Cidade sejam um hino à lealdade e à memória, como forma de manifestar o nosso respeito e admiração por todos eles.

Por isso, gostaria de vos referir o quanto estes conceitos representam no nosso modo de estar na política.

Os homens que lutaram para que Barcelos ascendesse ao estatuto de cidade assumiram grandes responsabilidades perante os barcelenses quando se propuseram atingir esse objectivo, já que a então vila de Barcelos fora esquecida pelos poderes centrais.

Com efeito, o desenvolvimento industrial e a melhoria da actividade económica, de uma maneira geral, que Barcelos conheceu a partir do início da década de 20 do século passado, não tinham o reconhecimento do Governo da altura, que, pelo contrário, lhe retirou valências estratégicas na área militar e da educação.

A lealdade aos compromissos assumidos com os barcelenses levou a que o então Presidente da Câmara, Francisco Caravana, mobilizasse todos os meios para que Barcelos obtivesse o estatuto de cidade, tendo a seu lado José da Silva Monteiro, Ministro da Justiça que tinha sido juiz da Comarca de Barcelos entre 1915 e 1918.

A lealdade é também um princípio que sempre acompanhou o Dr. Adelino Miranda de Andrade e o Dr. João Machado, que hoje homenageamos.

Opositores ao regime anterior, mantiveram ao longo da sua vida uma luta leal pela democracia e pela liberdade, quer procurando afirmar os partidos políticos pelos quais foram eleitos à Assembleia Constituinte, quer na sua vida profissional e pública.

Como sabemos, o Dr. Adelino Miranda de Andrade permanece como um exemplo elevado de lealdade aos princípios da justiça e da equidade social, tendo defendido os mais vulneráveis em muitas situações, mesmo que isso representasse prejuízo para si próprio.

O Dr. João Machado permanece como um exemplo elevado de lealdade, designadamente como Presidente da Câmara Municipal de Barcelos, defendendo a todo o custo a causa pública e atuando na vida política com desprendimento e generosidade.

Mas, se é verdade que a lealdade marca a forma como estamos na política, não é menos verdade que a política só é séria se tiver memória.

Quero com isto dizer que é nosso dever invocar e homenagear todos os homens e mulheres que, de uma forma ou de outra, não só contribuíram para o bem estar da comunidade como, também, são referências para as futuras gerações.

É essa tarefa que temos vindo a desenvolver nestas sessões comemorativas, como a que hoje se realiza, de constante evocação da memória e da matriz moral da nossa sociedade.

Homenageamos os homens que, com a sua dedicação e empenho, conseguiram que há 88 anos Barcelos alcançasse o estatuto de cidade; homenageamos os deputados barcelenses à Assembleia Constituinte e atribuímos-lhes a maior distinção municipal, pelo reconhecimento do seu trabalho em prol da democracia e da afirmação da cidadania.

Perante a dimensão de tais exemplos, só podemos ser humildes.

 

Caras e caros barcelenses

A lealdade e a memória são, para nós, os alicerces da política e garanto-vos que são inabaláveis.

Temos consciência dos nossos deveres de lealdade e firmeza para com todos os barcelenses, já que foi essa a outorga a que nos propusemos e que deles recebemos.

Por várias vezes afirmámos que este compromisso tem a força moral de um contrato e não haverá nada nem ninguém que nos faça mudar de rumo.

Ninguém nos verá virar as costas aos compromissos nem ninguém nos verá a desviar do projeto de cidadania com que nos apresentámos aos barcelenses.

Tal como referi no meu discurso do 25 de Abril de 2016, continuamos a acreditar que o projeto de cidadania que orienta a nossa ação política é o único capaz de assegurar o progresso económico e o desenvolvimento social do concelho.

 

Caras e caros barcelenses

As homenagens que hoje fazemos aos obreiros da elevação de Barcelos a cidade e aos deputados à Assembleia Constituinte, têm significados muito importantes para nós.

A grandeza dos homenageados exige de nós esta atitude humilde e leal e, simultaneamente, o reconhecimento público dos seus contributos para o desenvolvimento do concelho e para a cidadania.

São estes os momentos mais preciosos que vivemos enquanto responsáveis políticos, porque não correspondem apenas a um dever mas a uma enorme satisfação que nos marcará para sempre.

Quero terminar agradecendo muito particularmente a presença dos familiares do Dr. Adelino Miranda de Andrade e do Dr. João Machado, nesta modesta homenagem, e expressar, em meu nome pessoal e do Município, a minha mais profunda gratidão pelo seu legado e pelo engrandecimento que deram ao nome de Barcelos.

Curvamo-nos perante a sua grandeza, certos de que a memória dos barcelenses saberá sempre reconhecer os homens leais.

Viva Barcelos! Via a Democracia! Viva Portugal!

Muito obrigado!