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Dircurso do Dia da Cidade de Barcelos – 31 de Agosto de 2014

Exmº Senhor Presidente da Assembleia Municipal

Exmªs Senhoras e Senhores Vereadores

Exmªs Senhoras e Senhores Presidente de Junta

Exmªs Senhoras e Senhores Deputados Municipais

Representantes das Associações

Caras e caros convidados

Caras e caros cidadãos

Senhoras e senhores jornalistas

 

No dia em que se comemoram 86 anos da elevação de Barcelos a cidade, decidiu a Câmara Municipal homenagear o movimento associativo do concelho, reconhecendo nele o papel desenvolvido na coesão social das comunidades, na promoção dos valores de partilha e de solidariedade e no fomento e divulgação de um vasto conjunto de atividades.

É pois com muita satisfação que saúdo todas as coletividades aqui presentes, agradecendo aos seus representantes e associados a participação nesta homenagem singela mas que reputo de grande significado.

O concelho de Barcelos possui um movimento associativo muito ativo, mobilizando de forma permanente tanto as pequenas comunidades de bairro, lugar ou freguesia, como a sociedade barcelense no seu todo.

Com efeito, o dinamismo associativo constitui uma das nossas maiores riquezas, não só pelo número de associações existentes e pela diversidade de atividades que desenvolve, mas também pelo papel que desempenha na coesão das comunidades locais.

Para além disso, as associações desempenham o papel de verdadeiros embaixadores do nosso concelho, já que estão entre as primeiras a levar e engrandecer o nome de Barcelos em todo o lado, seja às terras mais próximas seja a qualquer país ou continente.

 

Uma presença que seja, uma participação ou representação, um título alcançado – seja a nível regional, nacional ou internacional – um destaque recebido por qualquer barcelense reconhece não apenas as qualidades individuais como também homenageia a terra onde nasceu ou que o acolheu.

O Município expressa o seu público agradecimento a todos os barcelenses que, com o seu esforço e empenho, contribuem para a vitalidade das nossas associações. São estes homens e mulheres que, de forma abnegada e generosa, dirigem as coletividades ou simplesmente participam de forma voluntária e laboriosa na vida das associações, promovendo actividades, lançando projectos, propondo objetivos para a comunidade…

 

Na cultura, no desporto, no recreio, na ação social e humanitária, na educação ou em qualquer outra área, o movimento associativo mobiliza diariamente milhares de barcelenses de todas as idades, facultando-lhes meios e condições para o exercício das mais diversas atividades, para o reforço dos laços comunitários e para a integração pessoal e social.

 

Caras e caros barcelenses

Se dúvidas persistissem, acerca da importância que as associações desempenham na nossa sociedade, bastaria pensar no papel que elas representam junto dos jovens.

 

Lugares privilegiados de aprendizagem e prática de modalidades e actividades saudáveis e construtivas, as associações têm permitido carreiras e percursos profissionais a muitos jovens barcelenses, funcionando como verdadeiras escolas de formação de carácter e de construção de percursos de cidadania.

É verdade que o concelho de Barcelos tem um associativismo muito rico e dinâmico, mas não podemos esquecer que os jovens são uma parte fundamental dessa riqueza, pois são eles que dão a vitalidade e a renovação necessárias às nossas coletividades.

 

Atualmente, os jovens vivem tempos difíceis e contraditórios. Por um lado, têm a melhor formação escolar que alguma vez o nosso país pôde dar às novas gerações, todavia confrontam-se com a falta

de oportunidades e de carreiras profissionais compatíveis com os seus níveis de formação.

Segundo dados do Instituto Nacional de Estatística, a taxa de desemprego na faixa etária até aos 29 anos é de 26,3% e o salário médio é inferior em 23,2% à generalidade dos outros trabalhadores por conta de outrem, quando há uma década, essa diferença era de apenas 13,5%!

Por isso, muitos emigram.

Em 2012 emigraram 53 mil jovens; cerca de 26 mil fizeram-no de forma permanente.

 

Portugal está a perder jovens! E, com eles, a energia criadora e a força crítica!

Hoje, o nosso país tem menos meio milhão de jovens entre os 15 e os 29 anos de idade do que há 10 anos!

É por isso que é importante que as nossas associações continuem o seu trabalho insubstituível na formação e na educação dos jovens, sendo certo que poderão sempre contar com apoio da Câmara Municipal neste esforço dedicado aos mais novos pois, sem eles, as próprias associações definham e perdem a sua relevância social!

 

Caras e caros barcelenses

Cabe aos poderes públicos, nomeadamente às autarquias locais, criar políticas e instrumentos complementares de apoio às associações para o desenvolvimento das suas actividade e para a prossecução dos seus objetivos.

É o que esta Câmara Municipal tem vindo a fazer através do estabelecimento de parcerias que têm como objetivo levar a todos os barcelenses a possibilidade de participarem nas mais diversas atividades e projetos.

Sozinha, a Câmara Municipal não teria capacidade para realizar a tarefa gigantesca que as nossas associações promovem junto das populações e, por isso, é inquestionável o apoio permanente do Município.

 

Um apoio que reflete necessariamente e a cada momento a capacidade e a disponibilidade financeira do orçamento municipal, como se sabe muito depauperado nos últimos anos pelos cortes irracionais nas transferências da administração central, como é o caso dos quatro milhões de euros que a Câmara de Barcelos vai ser obrigada a transferir para o Fundo de Apoio Municipal.

Peço por isso aos dirigentes uma atenção especial à gestão dos recursos financeiros das associações, analisando cuidadosamente a capacidade de concretização dos projetos, as condições de sustentabilidade e a diversificação das fontes de financiamento.

A Câmara Municipal não fica indiferente às iniciativas que promovam a cidade e o concelho e reconhece o papel das associações quanto à necessidade de reafirmar os valores de identidade das comunidades e de valorização dos cidadãos face aos indícios preocupantes de desagregação social que atravessam o nosso país.

Por isso, apoiará sempre a realização de atividades que contribuam para esses fins.

Caras e caros barcelenses

A elevação de Barcelos a cidade no já longínquo ano de 1928 representou para a sociedade de então o reconhecimento da dinâmica social e da capacidade de realização dos barcelenses, particularmente na primeira metade do século XX.

 

Numa altura em que o país atravessava uma fase muito difícil, padecendo de uma grande indefinição política, de uma grave crise económica e financeira e de atrasos estruturais que o colocavam na cauda da Europa, Barcelos vivia uma década de desenvolvimento e progresso que, apesar do desprezo do poder central, determinou o futuro económico e social do concelho nas décadas seguintes.

A elevação a cidade foi tida pelos barcelenses como um ato merecido e como uma motivação acrescida para o seu desenvolvimento.

Ao homenagearmos o movimento associativo do concelho, hoje, 31 de Agosto de 2014, Dia da Cidade, estamos a invocar o que de melhor nos carateriza e que nos serve de motivação: a generosidade e o empenho dos barcelenses nas causas coletivas.

Que esta característica sirva de lição a quem se atreva a pôr em causa a missão coletiva que nos anima!

Sempre dissemos e sempre diremos que Barcelos não está refém de interesses mais ou menos obscuros e que o mandato que nos foi confiado será exercido com honra, dignidade, rigor, seriedade e responsabilidade.

Sempre dissemos e sempre diremos: Barcelos é dos cidadãos!

Muito obrigado!