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Barcelos dedica o Dia da Cidade a D. António Barroso

Barcelos comemora no dia 31 de agosto os 90 anos de elevação a cidade. As celebrações serão dedicadas ao Centenário da Morte de D. António Barroso, barcelense ilustre, e uma das figuras mais destacadas da Igreja Católica Portuguesa.

O dia começa com o hastear da bandeira, no edifício dos Paços do Concelho, pelas 9h30, seguindo-se uma Missa Solene, na Igreja Matriz, presidida por D. Francisco Senra, Bispo Auxiliar de Braga e Arcebispo Eleito de Évora.

Em simultâneo, às 11h30, serão descerradas placas evocativas da comemoração e depositadas coroas de flores no monumento a  D. António Barroso, em Barcelos, e na Capela Jazigo, em Remelhe. Em Barcelos, atuará ainda o quarteto de metais da Banda Musical de Oliveira.

Um dos pontos altos do dia será a homenagem aos cerca de sessenta missionários barcelenses, às 17h30, no Salão Nobre dos Paços do Concelho, que será antecedida da inauguração de uma exposição documental e iconográfica sobre a vida e obra e D. António Barroso. Segue-se às 19h00, no Largo Dr. Martins Lima,  a atuação da Banda Musical de Oliveira.

O programa do Dia da Cidade, evocativo do centenário da morte de D. António Barroso, encerra com duas conferências, no auditório da Câmara Municipal, às 21h30, subordinadas ao tema “D. António Barroso e a sua terra natal”, pelo padre jesuíta barcelense António Júlio Limpo Trigueiros, e “D. António Barroso: Bispo do Porto e Venerável da Igreja Católica”, por D. Carlos Azevedo, Bispo e membro da Comissão Pontifícia da Cultura do Vaticano. Será moderador o padre Manuel Vilas Boas, jornalista da TSF.

Mais informação

António José de Sousa Barroso nasceu em Remelhe, a 5 de novembro de 1854, e faleceu no Porto, em 31 de agosto de 1918. Está sepultado, em Remelhe, numa capela mortuária, da autoria do arquiteto Marques da Silva.

Barcelos erigiu-lhe, por subscrição pública, um monumento, em frente ao edifico dos Paços do Concelho.

D. António Barroso, no momento do seu falecimento, era Bispo do Porto, cargo do qual tomou posse, em 24 de junho de 1899, tendo enfrentado, com frontalidade, a perseguição de que foi alvo durante a Primeira República. Para trás tinha ficado uma vida de missionário e missiólogo, primeiro no Congo (1880-1888) e depois em Himéria (1891-1895), em Moçambique e Meliapor (1898), na Índia.

A sua fama de santidade, fez com que o Vaticano, em reunião do Congresso Peculiar dos Consultores Teólogos, de 16 de maio de 2017, reconhecesse as suas Virtudes Heroicas, depois do seu processo de beatificação e canonização se ter iniciado em 1992.

 

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